Você sabia que os gastos logísticos no Brasil equivalem a 6,8% do PIB? Veja essa e outras curiosidades!

Esta lista é uma continuação do texto “5 Fatos que você não sabia sobe a logística no Brasil“. Se você ainda não leu, recomendamos-os que o faça agora mesmo!

Se você conhece algum fato que não listamos neste ou no primeiro texto, sinta-se à vontade para deixar seu comentário (e se increver em nossa lista de e-mails) no fim da página.

O objetivo é dar continuidade à esta lista junto com vocês. Aproveite a leitura.

1. O Brasil tem um palete com padrão próprio 

O PBR (palete com padrão brasileiro), foi criado em 1988 pela ABRAS (Associação Brasileira dos Supermercados) e o GPD (Grupo Palete de Distribuição).

Com as medidas 1,20 x 1,00, foi criado pensando no crescimento previsto para o setor logístico das próximas décadas – e pelo jeito, acertaram!

Um sistema paletizado otimiza e integra a movimentação e o transporte de itens entre fornecedores e distribuidores. A padronização também permite que a movimentação seja mecanizada, assim como a transferência de mercadorias com paletes intercambiáveis.

palete brasileiro por

Outras características do PBR são a gravação a fogo que mostram ao fabricante o mês e ano de sua fabricação, além do número de peças padronizadas que o constitui (tábuas superiores, tábuas intermediárias, tocos e tábuas inferiores). Devido ao tamanho padronizado e sua resistência, este palete é facilmente reutilizado.

Existem, inclusive, um mercado específico para de PBRs reutilizados.

2. O Brasil tem uma Lei que fomenta a Logística Reversa 

Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) estima que os brasileiros jogam fora aproximadamente, R$ 8 bilhões em forma de lixo, todos os anos.

A Lei de Resíduos Sólidos (12.305/2010) tem a missão de mudar esta realidade, pois ela obriga as companhias a criarem processos de recolhimento, destinação e reciclagem corretos dos insumos que gera.

Ou seja, estamos falando de Logística Reversa.

Uma situação muito comum é o descarte motivado pela danificação ou não atendimento das expectativas do cliente quanto ao que foi adquirido.

3. Os custos logísticos são altíssimos

Conforme estudo realizado FDC (Fundação Dom Cabral), a logística consome quase 11,7% da receita das organizações. Entre os fatores que encarem estes serviços estão a péssima qualidade da infraestrutura rodoviária e o alto preço do diesel.

estudo Custos Logísticos no Brasil, do Instituto de Logística e Supply Chain, apontou que os gastos logísticos equivalem a 6,8% do PIB, que representam R$ 401 bilhões!

O estoque também consome um valor muito alto (R$ 268 bilhões ou 4,5% do PIB). Já armazenagem tem o significante custo de R$ 53 bilhões (0,9% do PIB).

4. Inteligência Artificial a serviço da logística no Brasil

IA (Inteligência Artificial) foi facilmente absorvida para otimizar o transporte logístico em nosso país, que conta com sistemas de roteirização com alta performance.

Com esta tecnologia é possível dispor de uma plataforma que aprende com a experiência do motorista para se tornar mais eficiente e ampliar a acurácia das entregas.

Com uma coleta e análise automática dos dados coletados por meio da tecnologia, é possível que um roteirizador de entregas “aprenda” e informe ao condutor a melhor sequencia e o melhor horário para entregar em cada cliente.

5. Investimentos do Governo

De acordo o site Transporte em Foco, no Brasil, dos 50 mil km de rodovias pavimentadas, 16 mil km estão em um estado muito ruim e somente 9.500 km encontram-se em estado regular.

Nossa malha viária consegue alcançar apenas 31% de estradas em bom estado. A sinalização também deixa a desejar, estando presente em apenas 53% das rodovias federais pavimentadas.

Mesmo que a infraestrutura ainda apresente falhas, a Logística não foi totalmente ignorada pelo Governo. Em 2015 o setor recebeu R$ 26,6 bilhões para reforçar rodovias, ferrovias e hidrovias. Conforme consta no site do governo, o setor de transporte receberá nos próximos anos um investimento de R$ 198,4 bilhões.

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